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Lagoa Rodrigo de Freitas

By 07:20


Não é nenhuma surpresa  pelo menos para nós cariocas, que fosse acontecer uma nova mortandade de peixes na lagoa Rodrigo de Freitas. Já em 2009, nós falávamos sobre eutrofização artificial e dávamos como exemplo a lagoa Rodrigo de Freitas.
Localizada na zona sul carioca, onde ficam os mais caros bairros da cidade, a lagoa recebe quantidades massivas de esgoto, seja por ligações clandestinas na rede de águas pluviais, seja o Jockey club que lança os dejetos dos cavalos (já multado pela FEEMA em 2001), ou mais ainda pelo aporte vindo dos rios Cabeça e dos Macacos.
É claro que ouvimos que a prefeitura tem um “belo plano” para controlar os níveis de oxigênio na lagoa. Eis o plano: quando a concentração de oxigênio está quase chegando a níveis de anoxia, o pessoal abre as comportas da lagoa. Isto é, funciona como uma descarga de merda no mar. Isto é feito pois o nível de compostos orgânicos chega a tal patamar que microrganismos heterotróficos começam a processar essa matéria orgânica (isto é, comer ele mesmo) freneticamente, consumindo oxigênio e, assim, como resultado do seu metabolismo, excretando CO2 nas águas do corpo d’água. Como resultado os peixes começam a colocar a cabeça para fora d’água para tentar puxar oxigênio do ar, visto que na água já quase não existe mais e, no desepero, começam a pular para fora d’água. Por fim, e sem como conseguir respirar, morrem.
Essa é a receita de bolo da degradação da lagoa Rodrigo de Freitas. Fácil, rápida e bem expositiva do descaso do poder público. Neste contexto, ouvimos notícias do projeto Lagoa Limpa que tem como objetivos dragar a lagoa e construir um duto de ligação direta entre a lagoa e o mar. Enxugar gelo para ser mais exato. Sabem das premissas do problema, sabem o que tem que ser feito para resolver, mas tomam as ações completamente erradas.

remo na lagoa rodrigo de freitas

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